Prêmio Paulo Freire 2017: projeto transforma terreno em galpão cultural

12ª edição aconteceu no último dia 18 de setembro, na Alesp, em homenagem à vida e ao trabalho do educador, Patrono da Educação Brasileira.

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EMEF Dr. Sócrates Brasileiro foi a vencedora do Prêmio Paulo Freire de 2017. 

 

 

Instituído há 12 anos, o Prêmio Paulo Freire, que reconhece instituições municipais de ensino que promovem ações inclusivas, teve nesta segunda-feira (18/9) mais uma edição no Palácio Anchieta, sede do Legislativo Paulistano.

 

O trabalho de autoafirmação da EMEBS (Escola Municipal de Educação Bilíngue para Surdos) Anne Sullivan é um bom exemplo disso. A instituição foi premiada, em terceiro lugar, pelo projeto “A escola como espaço de luta e de conscientização” para deficientes auditivos, baseado no filme “Estrelas além do tempo”, como contou a professora de língua portuguesa Viviane Marques Miranda.

 

“Nós pensamos em trazer as discussões que o filme possibilita que são as lutas por direito, principalmente no espaço de trabalho, considerando questões de gênero e questões étnicos-raciais, e aí nós resolvemos trazer essas temáticas articulando com as questões da surdez.” 

 

Ainda tratando sobre autoafirmação, o segundo colocado da noite, o projeto “Eu venho do mundo, raízes Pankararu: um memorial encantado do outro lado do rio” traz à comunidade do Real Parque, zona sul da cidade, o reencontro com as raízes indígenas do bairro que foram esquecidas com tempo. 

 

Leno Ricardo de Freitas, professor da EMEF (Escola Municipal de Ensino Fundamental) José Alcântara Machado Filho e responsável pelo projeto, ressaltou que o nome Paulo Freire traz reconhecimento por ser o grande patrono da educação brasileira. “É de extrema importância porque ele nos traz justamente todo o processo de empoderamento, de afirmação, de autonomia que nós procuramos desenvolver com as nossas Comunidades.” 

 

O grande vencedor da noite foi o projeto “Território do povo: ocupar, resistir e construir o nosso quilombo cultural”, que tenta dar um novo sentido a um terreno que servia, inclusive, como ponto de tráfico de drogas no bairro do Campo Limpo, zona sul de São Paulo. 

 

A diretora da EMEF Dr. Sócrates Brasileiro, Solange Amorim, contou que foi proposta a construção de um galpão de cultura nesse terreno. “A partir daí nós começamos a realizar uma série de ações, de ocupações simbólicas, culturais mostrando a potência do território e a potência do terreno mesmo, de como ele poderia ser produtivo para toda a comunidade.”O vereador professor Claudio Fonseca (PPS), que presidiu o evento, lembrou que, muito mais que uma competição entre iniciativas, o Prêmio Paulo Freire resgata e valoriza o sentido de pertencimento que deveria estar em todas as instituições de ensino. 

 

“A Câmara Municipal não faz mais do que a sua obrigação de abrigar uma solenidade, para que possa reconhecer o esforço coletivo das escolas. No dia de hoje foram 80 projetos, mas obviamente, para nós, isso é uma amostragem do esforço daquilo que se produz na escola pública.” 

 

O Prêmio Paulo Freire de Qualidade do Ensino Municipal agracia projetos que representem iniciativa de aprimoramento da qualidade de ensino na escola pública, desenvolvidos por educadores nas unidades municipais. 

 

Entregue anualmente, o prêmio foi instituído em 1998, em homenagem à vida e ao trabalho do educador, pedagogo e filósofo brasileiro Paulo Freire, com o objetivo de estimular e valorizar as iniciativas que, pautadas na busca de alternativas e na criatividade, estejam alinhadas a uma política educacional comprometida com a melhoria do processo de ensino-aprendizagem. 

 

Matéria original de Nayara Costa, da TV Câmara, publicada em: http://www.camara.sp.gov.br/blog/premio-paulo-freire-projeto-transforma-terreno-em-galpao-cultural/

 

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