CRECE Central promove Seminário sobre democracia, participação e garantia de direitos

Participantes, divididos em grupos, expuseram ameaças e restrições, mas também potencialidades que fortalecem a democracia na escola.

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Mesa Abertura Crece Mesa de abertura do Seminário.   Capa Crece Seminario Palestra de Ângela Antunes.

 

     Falta de liberdade de expressão; diferentes práticas de manipulação, por exemplo, nos momentos de eleições, no interior da escola; autoritarismo dos gestores; a burocracia e a tecnologia utilizadas contra as necessidades da maioria e favorecendo grupos privados; ficar acovardado diante das medidas autoritárias; restringir o acesso à educação, fechando escolas; a privatização da educação; ataques ao financiamento à educação pública; o Movimento Escola Sem Partido... foram algumas das denúncias apresentadas pelos participantes do 13º Seminário do CRECE. Mas, se existem denúncias, também existem anúncios: existem pessoas que não se acovardam; existe o CRECE; existe mobilização por parte dos diferentes segmentos escolares; existe articulação e luta de muitos coletivos e comunidades escolares pela democracia; existem iniciativas em diferentes escolas, tais como: projetos de mediação de conflitos; escuta dos alunos; sala de informática disponibilizada para pesquisa e interesses da comunidade; grupo de mães e familiares que buscam a qualidade social da educação; uso da comunicação e mídia para conscientizar e mobilizar a comunidade escolar; o conhecimento e o fortalecimento da rede de proteção em cada território; a educação integral em cada território etc.


     

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 Alessandro Rubens de Matos.

     Com o tema “Gestão Democrática e participação popular: garantindo direitos", o 13º Seminário do CRECE - Conselho de Representantes dos Conselhos de Escola, realizado na manhã de sábado, 26 de novembro de 2016, no Sindicato dos Especialistas de Educação do Ensino Público Municipal de São Paulo (Sinesp), teve como objetivo ampliar o debate em torno dos desafios da gestão democrática no âmbito da unidade educacional, das Diretorias Regionais de Educação (DREs) e da cidade de São Paulo diante do contexto político em que estamos inseridos. Ângela Antunes, diretora do Instituto Paulo Freire e uma das palestrantes do encontro, afirmou que “diariamente temos sido desrespeitados, direitos pelos quais houve tanta luta estão sendo anulados, políticas sociais extintas e tentam nos convencer de que são medidas necessárias e não há outra forma de agir, mas, como afirma Paulo Freire, não vamos nos resignar, vamos nos organizar, mobilizar e lutar contra o que julgamos injusto. O outro palestrante, Alessandro, desconstruiu a lógica do Escola Sem Partido, revelou que o "sem" está "cheio" de ideologia, de partido. Ofereceu importantes esclarecimentos sobre a origem, os objetivos e como age o Movimento Escola Sem Partido. Ângela Antunes parabenizou os participantes por estarem ali “construindo a esperança e fazendo a resistência”.

 

Sábado de muitas vozes

    

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Participantes divididos em grupos identificam denúncias e anúncios em seus territórios.

 

      Mais de 60 participantes dividiram-se em Círculos para dialogar e identificar denúncias e anúncios. Depois, um integrante de cada grupo, por região, expôs para o Círculo maior: DREs Santo Amaro e Ipiranga; DREs São Matheus, São Miguel e Guaianases; DREs Penha e Itaquera; DREs, Butantã, Pirituba, Freguesia do Ó, Jaçanã, Brasilândia e Tremenbé; DREs Campo Limpo e Capela do Sororro e Secretaria Municipal de Educação e Convidados.


      A fala de dois especialistas finalizou o seminário. Primeiro, Alessandro Rubens de Matos, mestre em educação pela Universidade Nove de Julho e professor da Rede Municipal de São Paulo, trouxe dados sobre o Movimento Escola Sem Partido. “Proposta que faz parte de uma série de ataques à sociedade, por exemplo de criminalizar ações do docente que divergem da linha ideológica dos articuladores desse movimento”. Alessandro demonstrou que o Movimento Escola Sem Partido segue uma orientação conservadora e propõe uma escola ideologicamente contrária à democracia, aos direitos humanos, à liberdade de pensamento.

 


      A última fala, da professora Ângela Antunes, doutora e mestre em Educação pela Faculdade de Educação da USP, pesquisadora sobre Gestão Democrática da escola pública e diretora do Instituto Paulo Freire, foi pautada na Educação em Direitos Humanos e na garantia de direitos. Ângela reforçou que, com a Escola Sem Partido, “estará sendo retirada a possibilidade de formarmos cidadãos críticos, participativos, com expressão e compreensão do mundo que lhes cerca”.

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O que é o CRECE


      O CRECE é o Conselho de Representantes de Conselhos de Escola que tem como fim o fortalecimento dos conselhos de escola e a busca da efetivação do processo democrático nas unidades educacionais e nas diferentes instâncias decisórias visando a maior qualidade da da educação. Tem caráter deliberativo, respeitando a legislação vigente.